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A luz no fim do túnel

Domingo de sol em Paquetá: dia, clima e cenário perfeitos para o feliz desfecho da substituição das charretes da ilha. Chegamos lá pela manhã para participar da doação dos veículos aos ex-charreteiros, agora condutores, que levarão adiante a tradição do passeio turístico guiado, recheado de histórias e referências, agora em um veículo sustentável, confortável e que poupa os animais do trabalho.

Os condutores, que já haviam sido treinados, receberam uniformes completos da prefeitura. Os veículos também foram entregues com baterias, que têm garantia de cinco anos e duração de até dez. A manutenção do novo transporte, com garantia de três anos, ficará a cargo do fornecedor, que irá até a ilha sempre que acionado pelos condutores, que também receberão treinamento e reciclagem periódicos.

Os carros elétricos medem 3,60m por 1,20m, podem transportar seis pessoas e têm velocidade máxima de 19km/h. Os veículos têm capacidade para transitar em ruas de areia, paralelepípedo e asfalto e são equipados com farol e lanterna. Todos ficarão estacionados na Região Administrativa de Paquetá, que foi toda preparada para recebê-los e ser ponto de recarga. No lugar das antigas colcheiras de cavalos, também sera construído um estacionamento. Cada carrinho tem autonomia para circular por oito horas seguidas, e cada recarga dura, em média, quatro horas.

Desde que foi notificada, a prefeitura mantém diálogo constante com os condutores. A opção pelos carrinhos elétricos, que serão doados pelo poder público a um custo de R$1.047.920,00, foi feita em comum acordo com os condutores e representantes do município. A Guarda Municipal acompanhará o serviço, intensificando a fiscalização.

Para dar mais segurança à medida e esclarecer alguns pontos que ainda causavam duvidas, nesta segunda (23) a prefeitura publica um decreto no Diário Oficial que implementa o transporte de carrinhos elétricos que substitui as charretes em Paquetá.

O fim da tração animal em Paquetá, com a retirada dos 31 cavalos que conduziam charretes, foi uma ação realizada para atender a uma recomendação do Ministério Público, que apontava maus-tratos dos animais, mau estado de conservação das cocheiras, e a contaminação ambiental da urina e fezes dos cavalos que iam direto para o mar. A decisão foi feita também para cumprir a Lei Municipal nº 6.071 publicada dia 20/05, no Diário Oficial, que proíbe a utilização de quaisquer veículos de tração animal na Ilha de Paquetá, estabelece o recolhimento imediato dos animais e determina a substituição por transporte alternativo.