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Com o pé direito

O primeiro dia do Albert Schweitzer sob administração municipal foi mais proveitoso do que eu poderia prever, mesmo conhecendo a capacidade de atuação Prefeitura do Rio. Avançamos muito em alguns reparos e na solução de problemas que distanciavam a unidade da população, além de literalmente dificultar seu acesso. A Rua Nilópolis começou a receber nova pavimentação, 11 árvores foram podadas, a iluminação pública foi aprimorada, 34 toneladas de entulho e bens inservíveis foram retirados do interior do prédio e o mais emblemático: os 14 metros de grade que separavam o hospital da via pública foram retirados e a unidade, integrada à comunidade à qual pertence.

Além disso, demos dois grandes passos em direção à eficiência do atendimento. Integramos 440 leitos à rede municipal – modernizando a forma como a consulta às vagas será feita –, e constituindo uma comissão, com quatro funcionários da secretaria municipal de Saúde, que atuará permanentemente analisando aspectos administrativos, financeiros, de gestão de pessoal e operacionais. Esta equipe, coordenada pelo secretário Daniel Soranz, se dedicará à construção de um primeiro diagnóstico sobre o funcionamento do hospital.

Estas primeiras medidas têm o efeito de melhorar o ambiente hospitalar ao mesmo tempo em que tornam o atendimento mais competente. São ações que aproximam e humanizam o atendimento, tornando o espaço menos frio, mais receptivo e garantem a transparência e eficiência do serviço em rede, promovendo a integração do sistema.

A municipalização do Albert e do Rocha Faria, que será efetuada na próxima semana, tem ainda um outro reflexo: tornara a prefeitura a grande responsável pelo atendimento  às gestantes no serviço público. Se hoje o Município é responsável por cerca de 77% dos nascimentos no serviço público no Rio, com a integração destes dois hospitais, que possuem importantes maternidades, o atendimento obstétrico chegara perto dos 100%.

Se levarmos em consideração nossa rede de Clinicas da Família, que ja conta com 79 unidades  (36 na Zona Oeste) e está em expansão, em breve a prefeitura será uma grande provedora de acompanhamento gestacional, da atenção básica, nas clínicas, ao parto.  A mãe que mora no Rio de Janeiro e que procura a rede pública vai começar pela Clínica da Família até chegar aos hospitais. Isso é uma maneira também de se reduzir custos e melhorar o atendimento à população.