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Marco na saúde municipal

Apesar do momento delicado na economia do país e de seus reflexos negativos na administração pública, acredito na máxima de que há males que vem para o bem. A circunstancial dificuldade do Governo Estado em custear alguns de seus serviços criou uma grande oportunidade para a prefeitura: assumir dois grandes hospitais da Zona Oeste – o Albert Schweitzer, em Realengo, e o Rocha Faria, em Campo Grande, assim como já havia ocorrido em 2011 com o Pedro II. O anúncio da municipalização, feito esta tarde pelo governador Luiz Fernando Pezão e pelo prefeito Eduardo Paes, é de certo modo uma oportunidade de tornar mais eficiente a gestão da Saúde da população que mais precisa.

Estamos falando de um hospital como o Albert, que tem cerca de 400 atendimentos/dia; com mais de 10 mil internações no ano de 2015 e do Rocha Faria, com cerca de 600 atendimentos/dia e cerca de 13mil internações no ultimo ano. Se a gente olhar pela perspectiva de atendimento àquela população, estamos falando de quase 500 mil pessoas beneficiadas. Estamos falando na possibilidade de fortalecimento de uma rede integrada que vai da atenção básica, presente nas dezenas de clinicas da família existentes na Zona Oeste, ao nível de atendimento hospitalar. Em casos como o de gestações, por exemplo, essa integração representa um grande ganho para as mulheres, que terão o acompanhamento da saúde municipal durante toda a gravidez até o parto.

A parceria da Prefeitura do Rio com o Governo do Estado, que acumula tantos exemplos exitosos, ganha novos contornos em momentos de dificuldades. É quando se evidencia a preocupação com o bem estar comum e com a manutenção de tantos avanços alcançados.

A prefeitura do Rio encontra-se numa situação melhor do que boa parte das cidades e estados. Estamos realizando Jogos Olímpicos com grande parte dos investimentos privados. Os  investimentos públicos voltados prioritariamente para obras de legado. A nossa gestão orçamentaria permitiu um superávit de onde sairá o custeio dos dois novos hospitais da rede.

Há outra máxima que diz que é na crise que surgem as oportunidades.  Este é o caso. Estamos diante de um grande desafio, não há dúvidas, mas, como em todos os outros, a cidade sairá fortalecida. Hoje os cerca de 500 milhões de moradores da Zona Oeste estão diante de uma nova perspectiva de melhoria no atendimento médico. Nada é mais estimulante do que isso.