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O Rio do futuro referenciando o Rio do passado

Acompanhei na manhã desta sábado, ao lado do prefeito Eduardo Paes e do secretário de Transportes Rafael Picciani, um marco urbano da cidade: o fechamento da Avenida Branco no trecho entre a Avenida Nilo Peçanha e a Rua Santa Luzia. A interdição abre espaço para a conclusão das obras do novo passeio publico – uma área de 600 metros de extensão exclusiva para pedestres, ciclistas e para a passagem do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Caminhando pela via até ontem muito movimentada, é fácil perceber o grande resgate da iniciativa, que valoriza os prédios históricos da região, como o Museu Nacional de Belas Artes, o Theatro Municipal, a Biblioteca Nacional e o Centro Cultural da Justiça Federal. Em maio, quando as obras estiverem prontas, o carioca perceberá a conquista de mais este grande espaço de lazer e reverencia à história da cidade, cmo já aconteceu com a Praça Mauá. Temos no Centro um riquíssimo corredor cultural, em constante renovação. Este passeio público torna a região ainda mais atraente, mais convidativa.

Como a Avenida Rio Branco já estar sendo utilizada basicamente pelo transporte publico torna os impactos do fechamento contornáveis. Ainda assim, para garantir uma transição tranquila das novas regras de tráfego da região – como  a inversão de mão na Avenida Nilo Peçanha – , a prefeitura estará a postos, aumentando o numero de operadores nas ruas, em parceria da prefeitura com a RioÔnibus e a Concessionária VLT Carioca.

O VLT, aliás, começa a operar a linha que liga a Rodoviária Novo Rio ao Aeroporto Santos Dumont, passando pela Avenida Rio Branco, em junho. A segunda linha, entre a Central do Brasil e a estação das Barcas, na Praça 15, que passará pelo Campo de Santana e Rua da Carioca, será inaugurada no segundo semestre deste ano. O circuito total terá 28 quilômetros e 29 paradas abertas, além de três estações fechadas com roletas (na Central, na Praça 15 e na Rodoviária Novo Rio).