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Planejando o futuro do Rio

Participar de mais um Plano Estratégico do Rio, para mim, não é apenas um imenso orgulho por entregarmos metas e planejarmos projetos e políticas públicas para a cidade, mas uma enorme satisfação em realizarmos um projeto pioneiro em participação popular, algo sem precedentes entre as metrópoles que realizam este tipo de planejamento. Meio milhão de pessoas de todas as idades, espalhadas nos 160 bairros da cidade, participaram do Visão Rio 500, lançado em agosto do ano passado, que propôs o engajamento do carioca para pensar sonhos e aspirações para os próximos 50 anos do Rio. Nem mesmo cidades que nos inspiraram como Nova York e Chicago, nos Estados Unidos, nem de longe chegaram a um número como esse. Não há nada parecido aí fora.

O engajamento da população foi o nosso maior desafio no Visão. Ao longo de sete meses de trabalho, as pessoas participaram pelos mais diversos meios: pelo site, pelas redes, nos conselhos da Cidade ou da Juventude, pelos diálogos que movimentaram a sociedade civil e contou com especialistas, líderes comunitários, profissionais das mais diversas áreas, ou através do projeto Escutar para Governar, realizado nos bairros.

O resultado disso foi apresentado, hoje, no Museu do Amanhã, para convidados e para a imprensa. O Visão Rio 500 possui projeções como a redução de 50% do lixo até 2050; 100% das crianças com acesso à educação, em 2035; e 100% de processos digitalizados até 2030.

O documento foi uma das fontes do Plano Estratégico 2017-2020, o terceiro plano de metas lançado pela prefeitura desde 2009, e o terceiro coordenado por mim. E, assim como o Visão, também contou com uma ampla participação popular. O novo plano apresenta 68 metas e 59 iniciativas, que serão adotadas nos próximos quatro anos. Entre as ações, destacam-se 100% da cobertura de atenção básica em áreas mais vulneráveis; todos os alunos da rede municipal em tempo integral até 2020; 58km de novos corredores de BRT e 23km de VLT até 2020.

E entre tantos projetos, uma coisa é importante ressaltar no processo de construção: tudo foi planejado pensando em melhorias para a cidade e no bem-estar da população e, principalmente, para as áreas mais carentes de projetos. Por isso que mais de 60% dos investimentos propostos são direcionados para as Zonas Norte e Oeste, as regiões mais necessitadas da cidade. Porque governar é escolher prioridades. E o plano mostra claramente o que é prioridade para nós e o que é prioridade na nossa cidade.

Todo o processo de construção do plano e a lista de metas e iniciativas propostas estão no site  www.visaorio500.rio