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Por uma transição tranquila

Esta quarta foi dedicada a percorrer os Hospitais Albert Schweitzer, em Realengo, e Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste. Um dia após o anuncio da municipalização das unidades estaduais, fui, acompanhado dos secretários de saúde do Município, Daniel Soranz e do Estado, Luiz Antônio de Souza Teixeira Júnior, aos hospitais ouvir direção, funcionários e pacientes para traçar um perfil dos atendimentos, suas deficiências e qualidades.

Foi um dia intenso e muito proveitoso. Não há melhor termômetro do serviço público do que os relatos da população atendida e dos funcionários. Só a partir desse contato podemos identificar as condições do atendimento e discutir o que pode ser feito para melhorá-lo. No Albert observamos a necessidade de melhorias que terão enorme impacto no trabalho dos funcionários e no conforto dos pacientes, como a conclusão do projeto de sistema de ar condicionado. Este e outros investimentos estão sendo estudados para que a possamos ir além da mera manutenção do atendimento, melhorando cada vez mais o serviço para a população.

As vistorias e reuniões realizadas serviram ainda para observarmos a importância de cercar a transição de todo cuidado. Há muitas coisas envolvidas e esta notícia, mesmo sendo muito boa, gera alguma apreensão. Por isso afastamos, repetidas vezes, o risco de qualquer descontinuidade nos atendimentos prestados e também manifestamos a intenção de aproveitar a mão de obra que já atua nas unidades.

A integração destes dois importantes hospitais à Prefeitura do Rio dotará a secretaria municipal de Saúde do maior numero de leitos hospitalares do país (4.173) e tornará a prefeitura a grande responsável pelo atendimento obstétrico, com quase 100% dos atendimentos da rede pública.