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Transportando vida

No ultimo fim de semana o jornal O Globo publicou uma reportagem preocupante. O texto dizia que a falta de transporte havia desperdiçado em todo país, nos últimos cinco anos, quase mil órgãos para transplante. E que a Força Aérea Brasileira (FAB) tinha responsabilidade nisso: se recusou a transportar 153 corações, fígados, pulmões, pâncreas, rins e ossos de 2013 a 2015.

Pensando na importância do transporte aéreo em casos urgentes e em um país das dimensões do nosso, apresentei na Câmara dos Deputados o projeto de lei 5.516/16, dando prioridade ao transporte de órgãos e pacientes para transplante nos voos da FAB. Ele inclui a obrigatoriedade na Lei 9.434/97, que trata do assunto.

Ao fazer isso, a proposta dá segurança legal ao serviço e avança em relação à iniciativa do presidente Michel Temer, que, no dia seguinte à reportagem, publicada no ultimo domingo, editou decreto obrigado a reserva de uma aeronave para esta finalidade. A minha proposta dá prioridade ao transporte de órgãos em todos os vôos, inclusive sobre o transporte de autoridades. Nada nem ninguém será mais importante do que salvar vidas.

A doação de órgãos ja é um processo com alguns obstáculos por si só, não podemos permitir que meios de transporte tornem-se mais um dificultador, aumentando a angustia de quem aguarda pela cirurgia e impedindo que o desejo dos parentes do doador se realize.