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Um novo tempo

Hoje encerrei definitivamente minha participação no governo do prefeito Eduardo Paes. Após deixar a função de secretario de Coordenação de Governo na ultima terça e reassumir meu mandato como deputado federal, passei o bastão para um dos jovens políticos mais talentosos e qualificados que a nossa cidade produziu: Rafael Picciani.

A posse desse promissor político e gestor, que vem de uma excelente experiência como secretário de Transportes, foi muito marcante. Vi o Rio de Janeiro passar por grandes transformações desde 2008, quando a cidade e os cariocas viviam tempos apáticos. Sei, até porque estive ao lado do prefeito em todas as decisões tomadas, que vivemos hoje em uma cidade melhor. Que tem um longo caminho a trilhar até estar à altura de sua população e do seu potencial, mas uma cidade que reconquistou a autoestima e a confiança em dias melhores.

E não estou falando de abstrações. O Rio de Janeiro hoje é outro. É o Rio das Clínicas da Família que, até dezembro, atenderão 70% da população, garantindo o diagnóstico precoce, atenção primaria e atendimento em saúde da família. O Rio das Escolas do Amanhã, que estão levando ensino integral para 35% das crianças da maior rede de ensino desse país.

Hoje vivemos num Rio de Janeiro que, mesmo sendo parte importante de um país em crise, prova que com planejamento é possível atravessar momentos difíceis sem sacrificar a população, sem atrasar salário, sem cortar benefícios. Mais do que isso: melhorando a vida das pessoas. Multiplicando investimentos e economizando. Prova disso é que o Município tem em caixa o suficiente para pagar os salários de todo o funcionalismo por sete meses. Mesmo que a cidade não arrecade nada nos próximos meses, os servidores ativos e inativos não passarão sufoco.

Tenho muito orgulho do que ajudei a construir. Na Casa Civil, que chefiei por cinco anos, nasceu o Atendimento ao Cidadão 1746 e a política de Gestão de Alto Desempenho, com os Planejamentos Estratégicos, Acordos de Resultados e o projeto Líderes Cariocas – que organizaram e aumentaram a eficiência na prestação do serviço público, ao mesmo tempo em que recompensaram e investiram nos servidores. Também na Casa Civil nasceu a maior concessão de saneamento do país, levando mais saúde a 21 bairros do Rio, e o Centro de Tratamento de Resíduos de Seropédica, que encerrou as atividades do insalubre Lixão de Gramacho. E a licitação para a concessão do serviço dos 13 cemitérios municipais.

Atuando como um escritório de soluções, demos inicio a projetos inovadores, como o Pensa – de cruzamento e uso de dados para formulação de propostas para problemas da cidade –, o Carioca Digital, que desburocratizou o acesso a serviços da prefeitura, e o Data.Rio, de dados abertos. Todas essas iniciativas receberam reconhecimento internacional no prêmio World Smart City 2013, que consagrou o Rio como a cidade mais inteligente do mundo. Ter representado a cidade na premiação é uma das minhas melhores lembranças. Outra foi ter conduzido o processo de criação dos Planos de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCRs) dos professores e da Comlurb, valorizando estes profissionais tão fundamentais.

Já na Secretaria de Governo tive a oportunidade de atuar nas áreas de Educação e Saúde, coordenando a municipalização dos hospitais Albert Schweitzer e Rocha Faria, acompanhando cronogramas e aumentando meu contato com a população ao atuar como uma espécie de ouvidor do Município. E tive a honra de conduzir o processo de construção do Visão Rio 500, que mobilizou 500 mil pessoas na criação de um plano para o Rio dos próximos 50 anos.

Na Segov nasceram ainda os programas Carioca Local, de estímulo à habitação popular e preservação de imóveis e atividades comerciais tradicionais e o Em Frente Rio, com obras que irão manter aquecidas a economia e a geração de empregos na cidade. E, ainda, o Rio Mais Fácil, com uma serie de iniciativas desburocratizastes de incentivo ao empreendedorismo.

Exercitei, ao longo dos últimos anos, diariamente e ao lado do prefeito Eduardo Paes, a privilegiada tarefa de tirar do papel sonhos para a nossa cidade. Nada foi fácil. Tudo dependeu de muito trabalho, muitas cabeças e mãos. Mas agora sabemos nada é megalomania, que aspirações podem ser realizadas. Conhecemos o caminho. O mais importante já foi alcançado: o resgate da esperança do carioca.