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Um presente para o futuro

Hoje foi dia de cumprir a primeira etapa de um novo conceito de transporte sustentável na Ilha de Paquetá. Atendendo a uma recomendação do Ministério Público, de suspensão do serviço de transporte por charretes, fui a bela “Pérola da Guanabara” com a tarefa de acompanhar a retirada dos 31 cavalos, que agora seguem para uma vida livres do trabalho. Como toda despedida, teve sua dose de melancolia. Mas também de muita expectativa.

Foi no que pensei ao conhecer o Presente, cavalo que acompanhei até o caminhão que levaria os animais ao Centro de Proteção Animal Fazenda Modelo. Ele foi o símbolo, até pelo nome que carrega, desta transição para um sistema de transporte mais moderno e para um tratamento mais justo aos animais. Presente, além de ter uma vida melhor, vai presentear seu charreteiro com um carro elétrico, instrumento de trabalho sustentável, silencioso e confortável.

Em agosto de 2015, através de uma Resolução da Promoção e Defesa dos Animais  (SEPDA), foi estabelecido que os cavalos poderão ser adotados por qualquer pessoa que assinar termo se comprometendo a não utilizá-los, em hipótese alguma, para fins comerciais e/ou de tração. A partir daí iniciamos um diálogo com os charreteiros em busca da melhor saída para todos, e que não impactasse na sua atividade. Em abril, após vários encontros, foi definido o fim da tração animal em Paquetá e a utilização de carros elétricos.

Após a abertura de processo licitatório, a empresa vencedora ministrou treinamento para os condutores, que ganharam uniformes da prefeitura. O investimento total da Prefeitura foi de R$1.047.920,00. Os 17 carros elétricos vão ser abastecidos na Região Administrativa de Paquetá. As baterias levam cerca de quatro horas para serem carregadas e os veículos têm autonomia de oito.

Já Presente e os demais cavalos, que, segundo o MP viviam em condições insalubres, vão ser adotados ou passar o resto da vida em um santuário. Da Fazenda Modelo, onde passarão por exames veterinários, tratamentos e cuidados específicos (colocação de ferradura, banho, corte de crina) e implantação de microchips de identificação, os animais serão encaminhados aos locais de destino.