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administração

O Rio precisa de planejamento e gestão responsável

 

 

 

 

Em 2015, num estudo feito pelo centro de pesquisa americano Brookings Institution, o Rio foi a metrópole brasileira com o maior crescimento, entre os 300 maiores centros econômicos mundiais. E uma das razões para a melhora na posição do ranking (saiu da 194ª posição para a 162ª) foi a taxa de emprego.

Mas um levantamento encomendado pelo jornal Valor Econômico à Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia mostra que, atualmente, o Rio lidera o ranking das dez cidades que mais perderam postos de trabalho com carteira assinada no país. De janeiro a maio foram fechadas mais de 12 mil vagas.

 

Estamos em julho, mas segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação, a expectativa de melhora é só no fim do ano com as contratações de temporários. E não há recurso disponível para a retomada de obras públicas.

Isso mostra o total despreparo da atual gestão da Prefeitura do Rio.

Em outubro de 2015,  um ano antes da Rio 2016, criei o Em Frente Rio, um programa com foco na geração de empregos e já pensando em absorver a mão de obra que ficaria ociosa após as Olimpíadas. O objetivo era manter a economia aquecida e imune a crises, e estimular a geração de empregos conservando o bom ambiente de negócios.

O nosso planejamento previa R$27 bilhões de investimento, sendo a maior parte privado, para a geração de quase 40 mil empregos na cidade. Seriam dez grandes obras com três objetivos audaciosos: manter o dinamismo econômico da cidade, implementar melhorias nas áreas de logística, mobilidade, infraestrutura e saneamento, e, é claro, gerar mais vagas de trabalho.

Isso se chama planejamento. Ou gestão responsável. O que o prefeito Marcelo Crivella não tem.