• Meu nome é Pedro Paulo. Nasci no dia de São Pedro e de São Paulo (daí o meu nome), em 29 de junho de 1972. Não é à toa que adoro festas juninas. Sou pai de três lindos filhos: a Manuela, o Matteo e o Lucca, e casado com a Tati. Também amo o Flamengo e tenho o samba nas veias – afinal, sou filho da Zona Norte, do tradicional Cachambi.

    Até hoje, nos encontros da família ou com amigos, tem sempre que rolar um pagode. Eu toco pandeiro e, modéstia à parte, toco bem. Preferia, na verdade, o cavaquinho, mas quando eu era pequeno tinha os dedos muito finos. O que importa é que uma roda de samba sempre me encanta.

    Quando eu tinha cinco anos, compramos uma casinha em Jacarepaguá. A Zona Oeste, na época, era uma “nova cidade” surgindo e isso fascinou meu pai, que também começava a progredir na vida. Me lembro do primeiro fusquinha que ele comprou, vermelho como um tomate maduro!

    Mas era um pé lá e outro cá; um final de semana na Taquara e outro no Cachambi ou em Del Castilho. Tinha sempre um almoço de domingo na casa de um tio. Tenho até hoje um sentimento de orgulho, de pertencimento mesmo, pelo Cachambi.

    Quanto à minha infância e adolescência na Taquara, também só tenho boas lembranças. Sabe essa coisa de morar perto de uma praça, de ter a galera do futebol, daqueles amigos que não saem da casa da gente? Até hoje mantemos contato e alguns até trabalham comigo.

  • A minha mãe trabalhava numa escola praticamente dentro do bairro, e muitos amigos meus eram alunos dela. A garagem lá de casa era uma sala de aula para reforço escolar e, num cantinho, Dona Eliana também revendia roupas, para ajudar a pagar as contas. Graças a ela pude estudar em escola particular, porque era filho de professora e tinha direito a bolsa de estudos.

    Sobre o meu pai, Seu Delson, ele não está mais aqui com a gente. Me emociona muito falar dele. Era um pai muito rigoroso, mas nem por isso deixava de ser amoroso, apenas queria que a gente tivesse um bom futuro. De uma família com cinco filhos, ele foi o único que conseguiu se formar e ser aprovado em um concurso público. É minha referência, meu espelho.

    Aos 14 anos, surgiu a oportunidade de trabalhar no Banco do Brasil como office boy. Não esqueço a data: 3 de agosto de 1987. Eu saía de casa cedinho e cruzava toda a cidade até o Centro. Eu conseguia até fazer poupança e, de alguma forma, ajudar no orçamento de casa.

    Sempre fui bom de conta e de economizar. Tanto que me formei em Economia na Cândido Mendes. Eu estudava e trabalhava. Com 22 anos, fui contratado pelo mercado financeiro. Mas não parei de estudar. Cursei o MBA em Análise de Conjuntura Econômica e mestrado em Política Aplicada, em Madri (Espanha).

  • Um dia, um amigo me apresentou ao Eduardo Paes, então subprefeito da Barra e Jacarepaguá, que precisava de alguém para assumir o Autódromo de Jacarepaguá. Foi o meu primeiro passo na vida pública. De lá para cá, são mais de 20 anos lutando para tornar o Rio de Janeiro uma cidade melhor. Depois desse início, fui subprefeito, secretário municipal e eleito deputado estadual e deputado federal duas vezes.

    Quando Eduardo Paes foi eleito prefeito em 2008, me tornei seu braço direito nessa missão de transformar o Rio de Janeiro. Desde então, participei do planejamento e da execução de projetos que melhoraram a vida de quem mais precisa, como as Clínicas da Família, os corredores BRT e as Escolas do Amanhã. Também fui eu quem concebeu iniciativas como a Central 1746, que facilitou a comunicação entre o cidadão e a prefeitura.

  • Em 2016, tive a honra de ser candidato a prefeito do Rio. Visitei cada canto da cidade durante a campanha, ouvindo a todos a fim de entender exatamente o que os cariocas precisavam.

    Recebi 488,775 votos, chegando em terceiro lugar na disputa. Não foi dessa vez, mas quem sabe um dia. De qualquer forma, foi uma experiência que serviu para aumentar ainda mais meu amor pela Cidade Maravilhosa.

    Reassumi meu mandato na Câmara dos Deputados, em Brasília, com o mesmo espírito com que pretendia governar os cariocas. Ajudar a todos e dar prioridade a quem mais precisa. Me lembro bem das palavras do meu pai: “ajude quem precisa de você, faça direito e seja justo”. São valores que me guiam na vida pública.

    Servir e ajudar