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PIB per capita do Rio aumentou com as Olimpíadas

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizou um estudo – e o Estadão publicou -, que comprova os impactos positivos na economia do município do Rio graças aos Jogos Olímpicos. O documento aponta que o Produto Interno Bruto per capita da cidade aumentou graças aos Jogos Olímpicos. O PIB municipal ficou em R$ 49,4 mil ao ano, na média de 2012 a 2015, por conta das intervenções relacionadas aos Jogos.

O mesmo estudo mostra que, sem as Olimpíadas, o PIB municipal per capita teria sido 7,5% menor, na média de 2012 a 2015, e teria regredido aos mesmos níveis de 2007. O evento teve um impacto positivo nos índices, com um crescimento de R$3.694,76 por ano.

O efeito positivo também foi comprovado na Região Metropolitana, que apresentou um crescimento 5,1% maior no mesmo período, aumentando R$1.912,38 por ano.

Os resultados da investigação dos especialistas do Ipea mostram, também, que durante as obras de preparação para os Jogos, o Rio teve o melhor resultado na taxa de desemprego, caindo de 8,1% no primeiro trimestre de 2012, para 4,2% no segundo trimestre de 2015. Para se ter uma ideia, no mesmo período, o Brasil e a Região Sudeste, saíram de 7,9% e subiram para 8,3%.

Além disso, os setores mais influenciados pela preparação dos Jogos, como alojamento e alimentação, por exemplo, apresentaram uma forte tendência de crescimento, a partir do primeiro trimestre de 2013, passando de 142,8 mil para 211,9 mil ocupações no terceiro trimestre de 2016.

 Os especialistas comprovaram na análise apresentada, que os jogos contribuíram para a diminuição da taxa de desemprego e o crescimento do PIB, entre 2012 e 2015, no período de crise no país e no setor de petróleo e gás, que movimentam a economia do nosso estado. No cenário nacional, o PIB per capita brasileiro caiu de 3,0% positivos, em 2011, para 4,6% negativos, em 2015; e a inflação subiu de 5,8%, em 2012, para 10,7%, em 2015.

 Quando se lançou como cidade-sede, o Rio apostou numa estratégia de desenvolvimento urbano para transformar a cidade. Os investimentos de infraestrutura planejados pela equipe do prefeito Eduardo Paes, que tive a honra de participar ativamente no comando da Casa Civil, foram grandiosos e priorizaram a renovação urbana e a mobilidade. Obras há muito tempo esperadas saíram do papel como o controle de enchentes na Região da Grande Tijuca, e a revitalização da Região Portuária, com o projeto Porto Maravilha. A renovação urbana também foi feita com várias intervenções pela cidade, com ampliação de acessibilidade, pavimentação de ruas e calçadas, melhora na iluminação pública, e requalificação urbana no entorno dos estádios.

 A mobilidade urbana incluiu mudanças estruturais significativas com a implantação de um sistema integrado de transporte, a modernização do controle de tráfego, construção de túneis, viadutos e ampliação de avenidas. Foram várias intervenções que ficaram de legado, como os 123 km de vias de BRT, integrando várias regiões da cidade; o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que aproximou a Região Portuária ao Centro da cidade; a duplicação do Elevado do Joá, que ganhou duas novas galerias de túneis; o viário do Parque Olímpico… E por aí vai.

 A análise do Ipea comprovou que as Olimpíadas retardaram e atenuaram os impactos da crise econômica nacional na economia da cidade e da Região Metropolitana, num curto prazo.

Ainda não foi feito um estudo de médio e longo prazos, mas são esperados avanços em relação à ampliação da infraestrutura; melhoria nos processos produtivos e organizacionais; e maior publicidade internacional, que pode impactar as exportações e o turismo.

 Ou seja, a Rio2016 foi na contramão da crise, dinamizando a economia da cidade e da Região Metropolitana mediante os investimentos na construção civil e gastos com a operação, logística, e o turismo, atenuando os impactos da crise econômica nacional.

Leia a matéria no link: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,pib-per-capita-do-rio-seria-7-5-menor-sem-olimpiada-diz-ipea,70002670608?utm_source=estadao:whatsapp&utm_medium=link

 

Leia o Texto para discussão na íntegra, no link: IPEA