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Câmara

Uma análise sobre a “nova” Câmara Municipal do Rio

Atendendo a pedidos, fiz uma pequena análise sobre as eleições municipais de 2020, uma eleição atípica. Essa foi a eleição em que menos vereadores se reelegeram aumentando seu número de votos. A seguir, algumas observações sobre a configuração da Câmara de Vereadores do Rio a partir de 2021, e os “novos” vereadores.

1. Republicanos sai vitorioso – Foram de 179.637 votos em 2016 para 294.98 votos em 2020, elegendo 2 vereadores de primeiro mandato. Junto com DEM e PSOL são donos da maior bancada.

2. PSOL pela primeira vez cresce marginalmente, apenas 3.164 votos em relação à 2020. Até então PSOL mais que dobrava sua votação entre eleições.

3. Essa vai ser a câmara com maior massa de reeleitos desde a redemocratização. São 32 no total, ou 62%.

4. A massa de votos dos eleitos é a menor desde 2000 também. O número total de votos obtidos pelos vereadores eleitos totalizou: 2000 – 980 mil | 2004 – 1,36 milhão | 2008 – 1,16 milhão | 2012 – 1,13 milhão | 2016 – 1,19 milhão | 2020 – 1,06 milhão

5. Essa eleição teve o menor número de brancos e nulos desde 2000 também. Como comparação, em 2016 1,4 milhão de pessoas anularam seus votos. Em 2020 foram 621 mil.

6. NOVO frustrou. Em sua segundo pleito municipal, teve uma queda de 15% em sua massa de votos.

7. As novidades vieram da esquerda. PSOL reelegeu apenas 2 de seus representantes. Das 7 cadeiras, 5 serão ocupadas por vereadores de primeiro mandato.

8. Essa é a câmara menos fragmentada desde 2000. DEM, Republicanos e PSOL emergem como três polos dominantes, onde os dois primeiros devem gradativamente assimilar candidatos bem votados, eleitos por partidos menores.

9. Abstenções altas, mas não tão surpreendentes quando comparado com 2016. No ano, foram 24% de ausentes. Em 2020, foram 32%.

10. Ocaso do MDB. Com 429 mil votos a menos que 2016, MDB elegeu apenas um vereador – o menos votado.

11. DEM se consolida como força de centro na cidade. Terceiro partido mais votado, aumentou sua massa de votos em 25%. Sua bancada é composta integralmente por vereadores reeleitos ou antigos detentores de mandato. Os vereadores eleitos, porém, tiveram queda média de 20% dos votos em relação a suas respectivas votações em 2016.